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COVID-19: possível tratamento com leite materno comprova que o alimento é mutável e incomparável a nenhum outro

Especialista comenta pesquisa feita em parceria com diversas universidades em que foi possível encontrar proteína que haje como um fortalecimento imunológico contra o novo coronavírus

A partir de um estudo realizado pelo Departamento de Infectologia da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York, e do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Merced, o leite materno de mulheres que foram contaminadas pelo novo coronavírus pode estar fortalecido imunologicamente contra a doença. Vale lembrar que a pesquisa ainda não foi revisada pela comunidade científica, mas mostrou bons resultados sobre o caso. Com isso, tem-se a esperança de que existam anticorpos para o coronavírus no leite materno, sendo uma alternativa de terapia para a doença.

Cinthia Calsinski é Enfermeira Obstetra da UNIFESP

Cinthia Calsinski Enfermeira Obstetra pela UNIFESP e Consultora em Amamentação explica que a perspectiva do tratamento para COVID-19 através do leite materno ressalta mais uma vez como o aleitamento materno é surpreendente. Dentre muitos benefícios já amplamente conhecidos para a mulher que amamenta como, por exemplo, menor risco de sangramento, Ca de mama, Ca de ovário, diabetes, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e benefícios para o bebê tais como: maior imunidade, menor risco de alergias, doenças respiratórias, hipertensão, diabetes, maior QI, dentre outros. Uma característica importante chama atenção, o leite materno é mutável, está em constante adaptação para melhor atender as necessidades da criança, dia a dia, tornando-se um alimento incomparável a nenhum outro.

“É importante deixar claro que não estamos falando de uma vacina preparada com o leite materno, o que seria uma imunização ativa onde o organismo é estimulado a produzir defesa contra a doença em questão, mas sim uma imunização passiva, onde os anticorpos necessários para o combate a uma doença são infundidos no organismo, são situações completamente diferentes”, explica Cinthia.

No caso, fala-se de uma imunoglobulina produzida pelo próprio organismo, em que os riscos de efeitos adversos são baixos, porém não inexistentes.

Outro fato que merece destaque é não saber a quantidade de colostro ou leite necessária para o tratamento, o que pode inviabilizar sua execução uma vez que os bebês amamentados não deveriam sofrer privações em seu único alimento, pois lhes causariam danos a saúde.

Estamos em um momento de valorização da ciência, e sabemos que os desafios fazem parte do dia a dia, é preciso valorizar a produção científica que muito vai nos ajudar neste momento.

Lica Gimenes

Lica Gimenes

Colunista social, de saúde e bem-estar no Portal Referência, Lica Gimenes é a fundadora do Portal e formadora de opinião em Ribeirão Preto. É colunista na Revista Dicas Mulher e tem ampla experiência em coordenação de eventos corporativos, análise de mercado, tendências de mídia e planejamento estratégico.

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